Os plebeus do Lê Lê Lê Lê
Depois de passar uma hora em num lugar onde a música ambiente era sertanejo – universitário, ou não, não sei diferenciar - e antes das 2 horas seguintes no mesmo local, decide que, ao invés de focar meu pensamento em outra coisa para o meu cérebro não fritar, eu ia dar uma de antropóloga e mergulhar na experiência. De repente estava focada nas letras das músicas. Depois de horas, duas vezes o DVD inteiro do “João Neto e Frederico”, percebi que o tema dessas músicas resume no que se transformou a vida dos “populares” de hoje: baladas, pegação (ou o verdadeiro amor, como isso aparece nas músicas), entradas vip, camarotes, muita bebida e mulheres interessadas nisso tudo.
“Você no camarote e eu rodado no pedaço, caçando um jeitinho de invadir o seu espaço. Não tenho grana. Não tenho fama. Não tenho carro. Tô de carona. O meu cartão foi bloqueado e o meu limite tá estourado. Sou simples, mas eu te garanto: eu sei fazer o Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê. Se eu te pegar você vai vê”. A poesia aqui transcrita é a letra de - veja que título genial - Lê Lê Lê, da dupla sertaneja.
Em meio a tantos “tchu tchá tchá tchu tchu tchás”, “Tche Tche Rere
Tche Tches” e assemelhados, a gente vai dando adeus ao som de qualidade em festas. Não que usar onomatopéia, se é que se pode chamar esses usos de onomatopéia, seja novo ou inválido. Os reis do iê iê iê não me deixam dizer isso. Mas sertanejo de qualquer tipo, pagode e esses gêneros que usam sempre a mesma melodia empobrecem a música e fazem Tim Maia e Tom Jobim se revirarem no túmulo.
Mas o ponto central do que pensei nessa tarde é: eu julgo pessoas que escutam essas músicas, não por preconceito musical (o que admito ter um pouco), mas por não respeitar mulheres e homens que acreditam no que esse tipo de música fala. Que acham que para conquistar e ser conquistada são itens essenciais os descritos na música: carro, dinheiro e o homem pagar tudo. A desvalorização das pessoas, do conteúdo. Para me conquistar, essencial mesmo é não ouvir esse tipo de música.
Obs: Ao encerram esse texto me deparo com o seguinte tuíte: “Meu ponto é com G de grana”. Com setenta e poucos retuítes.
É preciso coragem para brigar por aquilo que a gente quer. As coisas que podem acontecer na nossa vida possuem o poder de transformar a gente para melhor.
Assisti hoje ao filme COMER, REZAR E AMAR. Nunca cheguei a comentar por aqui o quanto eu sou apaixonada pelo livro, mas digamos que ele ajudou a mudar meu jeito de ver a vida e a alcançar o que eu chamaria de plenitude, ou equilíbrio, como Elizabeth Gilbert, autora do best- seller, chamou o sentimento de se estar feliz e satisfeita com sua vida. Voltando ao filme, não há o que questionar quanto ao livro ser sempre melhor que a adaptação para o cinema, porém, nesse caso, diferente de diversos outros, o filme não deixa a desejar. Sou meio suspeita para falar isso, mas eu realmente não me decepcionei, e acredito que quem leu o livro também não se decepcionará. A escolha de Julia Roberts como a protagonista, sendo a atriz uma fã declarada do livro, dá uma emoção extra ao filme, sem contar que Roberts está maravilhosa, como sempre. O filme ainda conta com uma fotografia maravilhosa e uma música que acompanha perfeitamente o clima da Itália, Índia e Indonésia o filme encanta e mostra os pontos principais do livro. Claro que como todo filme alguns detalhes são falhos, como Javier Bardem vivendo o brasileiro por quem Elizabeth se apaixona em Bali e ainda falando português (quando ele diz “perigosas” eu quase cai na gargalhada.) e também o fato de talvez o filme não ser assim tão encantador para aqueles que não leram o livro, mas esse último podeser apenas uma impressão minha. Apesar de não mostrar algumas questões que eu achei interessantes, o filme capta o clima do livro e faz com que quem está no cinema se (re)encante com a história que Liz nos conta.
FAIRY TALES DO COME TRUE!
BIXO UFRGS 2010 - JORNALISMO
Hoje faz 65 anos que o mundo descobriu o poder de uma arma nuclear. Apesar da seguda guerra mudial já estar praticamente terminada e ganha pelo lado dos Aliados, os Estados Unidos largou sobre Hiroshima, às 8h de uma segunda feira de 1945, a bomba conhecida como “Little Boy”. Estando dentro do avião Enola Gay, o comandante Robert Lewis disse, ao ver a tragédia que acabara de acontecer: “Meus Deus, o que foi que nós fizemos?” e essa tragédia continua ainda hoje,afinal milhares de pessoas continuam a morrer em decorrência de doenças causadas pela radiação.
Andy Warhol, gênio da pop art. ( 6 de agosto de 1928 - 22 de fevereiro de 1987)